sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Nova sede da SAM Offshore em Macaé

Com 3 andares, 400m2 de área de escritório, um auditório para 70 pessoas, área de lazer para os funcionários, sala de vídeo conferência, e 80m2 de área de estocagem, a SAM Offshore poderá agora dobrar o número de funcionários, hoje em número de 25 e se preparar para os futuros projetos.


Departamento de Operações
Sala de espera

Junto da conclusão do prédio, a SAM negocia uma área próximo do futuro porto de Macaé com 2000m2.

A WWR, o braço da SAM Offshore no porto do Açu já possui uma área de 2200m2 e é operacional desde o fim de 2011.

Também foi aberto em junho deste ano um escritório da SAM no Rio de Janeiro para fazer prospecção de novos negócios e estreitar o relacionamento com os clientes atuais que possuem escritórios no Rio.

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Um novo porto para o pré-sal em Macaé

Por Brunno Braga e Rosayne Macedo

Embalada pela aprovação da MP dos Portos, que estimula a criação de novos terminais para combater a histórica deficiência do país em logística portuária, Macaé aproveita sua tradição e expertise como capital nacional do petróleo e entra na disputa para atrair as operações de escoamento da produção do pré-sal, hoje centralizadas no Porto do Rio. Capitaneando o projeto batizado de Terlom (Terminal Logístico de Macaé), junto às empresas associadas, a Queiroz Galvão planeja construir um porto para movimentação de cargas que atenda às unidades de exploração e produção nas Bacias de Campos e de Santos.

Localizado no bairro Barreto, próximo do Terminal de Cabiúnas, que pertence à Petrobras, o novo terminal prevê uma plataforma marítima com cerca de 90 mil metros quadrados, com área para atendimento de 14 embarcações de grande capacidade simultaneamente e uma área de 400 mil metros quadrados em terra de apoio à operação offshore. Serão 14 berços para atracação simultânea de supply boats de grande capacidade (inclusive as previstas para operar no pré-sal); calado operacional de 10 metros (suficiente para operação de todos os tipos de embarcações envolvidas neste tipo de operação); retroárea imediata offshore de 10 hectares e área de armazenagem onshore de 40 hectares com ligação direta através de ponte de acesso aos berços.

De acordo com o superintendente de Novos Negócios da Queiroz Galvão, Paulo Roberto Negreiros Sobrinho, o montante de investimento previsto é de R$ 892 milhões para serem aplicados em toda a infraestrutura do porto, equipamentos fixos e móveis, terrenos e despesas pré-operacionais. A previsão para o início das operações do porto é para 2016. “As áreas previstas para o porto foram adquiridas e o licenciamento ambiental do projeto junto ao Inea (Instituto Estadual do Meio Ambiente) - órgão vinculado à Secretaria do Ambiente do Estado do Rio de Janeiro –, iniciado em janeiro deste ano, tem previsão de obtenção de Licença Prévia em outubro de 2013”, afirma o executivo.

De acordo com Negreiros, o Terlom cumprirá bem o papel de apoio offshore para o pré-sal. “Estudo realizado pela consultoria especializada ILOS – Instituto de Logística e Supply Chaim mostra que o Terlom é o porto mais competitivo para atendimento à Bacia de Campos e norte da Bacia de Santos, onde está prevista a maior parcela de produção no futuro próximo, devido à sua localização costeira privilegiada, que permite atendimento com elevado nível de serviço a todas essas bacias. Além disso, o Terlom ficará localizado junto à principal base operacional da indústria do petróleo no Brasil, o que proporcionará redução de custos e impactos do transporte terrestre das cargas até o porto”, analisa.

A Prefeitura de Macaé, que cedeu a área para o projeto, enxerga o porto como uma importante e estratégica alternativa para diversificar a economia do município, trazer desenvolvimento, mais empresas de embarcações, além do serviço aduaneiro. “O novo porto é fundamental para que Macaé garanta sua relevância no mercado de petróleo e pague sua dívida social com a população”, afirma o prefeito de Macaé, Dr. Aluízio. Segundo ele, o projeto consolidará a proposta de tornar Macaé a melhor cidade do petróleo do Brasil e do mundo (veja entrevista aqui).

Obras dependem de arco viário

Para viabilizar a obra do porto, a Prefeitura desenvolveu o projeto do Masterplan – Plano Integrado de Mobilidade Urbana e Logística de Macaé, que pretende requalificar a malha viária para a definição do fluxo das principais áreas de acesso à cidade. O projeto foi dividido em três módulos e prevê a interligação dos principais vetores viários do município - a BR 101, a RJ 106 (Rodovia Amaral Peixoto) e a RJ 168 (Rodovia do Petróleo) -, a partir da construção de um grande arco viário que pretende integrar as regiões norte e sul da cidade.
O Arco Viário prevê solucionar problemas crônicos de logística do município, como o intenso tráfego de caminhões pesados - cerca de 1.800 carretas circulam por dia no perímetro urbano, 20% delas saindo do Porto de Imbetiba. Todo o projeto está orçado em R$ 5 bilhões e começa a sair do papel em 2014. O ponto de partida é a construção do Arco de Santa Teresa, que ligará o Parque de Tubos à RJ 168. Segundo o prefeito, a obra já está garantida no orçamento para o ano que vem, inclusive com o apoio do Governo do Estado.

Imbetiba no limite

Criado em 1979, o Porto de Imbetiba, em Macaé, no Norte fluminense, é o maior porto operado pela Petrobras no Brasil, em volume de cargas, para suporte logístico às atividades de exploração de produção de petróleo. Segundo a Petrobras, Imbetiba é o maior porto para atividades petrolíferas no mundo. Dados apresentados pela estatal informam que o porto realiza aproximadamente 460 atracações por mês, com movimentação média de 34 mil toneladas de carga geral para embarque e em torno de 22 mil toneladas de carga geral para desembarque.
Imbetiba, hoje, é responsável pela transferência mensal de cerca de 109 mil toneladas de água e 7,8 mil toneladas de óleo diesel para as embarcações. No entanto, esse histórico de intensa movimentação parece não estar mais adequado às demandas da estatal. Os problemas e as dificuldades da Petrobras com o Porto de Imbetiba não estão restritos ao grande congestionamento local: há problemas de assoreamento que dificultam o atracamento de navios de grande porte.
Esse cenário de saturação fez com que o diretor de Exploração e Produção da Petrobras, José Formigli, anunciasse a possível transferência de muitas atividades da estatal para portos em outras regiões. “Precisamos descentralizar as operações em Imbetiba, que já se encontra no limite”, afirmou o diretor da Petrobras, durante a apresentação do Plano de Negócios da empresa, em abril deste ano.

Açu era opção mais cotada

Um dos mais cotados para utilização como base do pré-sal na Bacia de Campos era o Superporto do Açu, em construção no litoral de São João da Barra, localizado no município de São João da Barra, no Norte Fluminense, e administrado pela LLX, do empresário Eike Batista. Chegou a se cogitar que, preocupada com um possível colapso nas empresas do grupo EBX, a Petrobras assumiria o projeto, evitando o desgaste da imagem do Brasil junto a investidores internacionais.
Além do Açu, a Petrobras estuda usar áreas no Espírito Santo, no litoral sul do Estado do Rio e na costa paulista como bases para o pré-sal. Correndo por fora, está o porto de Jaconé, em Maricá. Orçado em mais de R$ 5 bilhões, o projeto do Terminal Ponta Negra (TPN) promete ser o maior porto de aportagem do Brasil, apto a receber "as maiores embarcações do mundo". Segundo a DTA Engenharia, responsável pelo empreendimento, o complexo portuário irá contar ainda com um estaleiro para reparos e terá capacidade para receber e armazenar mais de 850 mil barris de petróleo por dia.
O TPN encontra-se em fase de licenciamento ambiental junto ao Instituto Estadual do Ambiente (Inea) e o estudo de impacto ambiental (EIA/Rima) está quase concluído. Em abril deste ano, a presidente da Petrobras anunciou que a companhia pretende construir instalações na praia de Jaconé para receber o gás natural que será produzido nos campos do pré-sal na Bacia de Santos. Todas essas discussões, contudo, seguem reservadas dentro da companhia e o resultado da disputa para ver quem poderá ter a fatia portuária do pré-sal ainda é incerto. Nesse sentido, o Porto do Rio segue como o de maior destaque e se consolida, cada vez mais, como o porto do pré-sal. Pelo menos por enquanto.

Porto do Rio, o porto do pré-sal

A Baía de Guanabara é um dos maiores símbolos turísticos do Rio de Janeiro, não só pela beleza, como os usuários que fazem a travessia pelo local podem atestar, mas também pela importância histórica, com um dos principais portos do país por décadas a fio.
Atualmente, contando com uma área operacional de um milhão de metros quadrados e movimentando, em 2012, cerca de 8 milhões de toneladas, o Porto do Rio vem mudando de perfil, após ser conhecido como um porto voltado, majoritariamente, para movimentação de carga geral. E parte desse volume está sendo, cada vez mais, voltada para atracação de barcos de apoio offshore, com destaque para o pré-sal.
Com localização estratégica, devido à sua proximidade da Bacia de Santos, e também em função do congestionamento do Porto de Imbetiba, em Macaé, o Porto do Rio é um caso de sucesso neste quesito. A partir de intensas movimentações por parte da Petrobras, sobretudo para abastecer as sondas que operam no pré-sal da Bacia de Santos, o Porto do Rio já está sendo conhecido como o “porto do pré-sal”.
“De certa forma o pré-sal já é uma realidade no Porto do Rio. As atividades de apoio às operações offshore têm crescido seguidamente, a ponto de ser possível prever para 2013 uma movimentação no Porto do Rio superior a 9 mil embarcações offshore. Os investimentos se dão prioritariamente nas áreas de logística e de infraestrutura de apoio operacional, e vêm sendo realizados não só pela Companhia Docas, mas também pela Petrobras e operadoras portuárias”, afirma Luís Antônio Kremer, superintendente dos Portos do Rio e Niterói.
De acordo com ele, nos últimos dois anos, somente o Porto do Rio recebeu cerca de R$ 50 milhões para obras de adequação para apoio offshore. E para o futuro a demanda por movimentação será exponencialmente maior. A Petrobras aguarda a construção de 28 sondas de perfuração a serem construídas para operar exclusivamente no pré-sal, o que demandará mais terminais portuários. Soma-se a esse fato o caso do pré-sal de Libra, prospecto localizado na Bacia de Santos e que, segundo dados da Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP), deverá operar para as atividades petrolíferas entre oito e 12 plataformas (leia matéria aqui).

Mais oportunidades para empresas de logística

As grandes expectativas geradas pelo setor de óleo e gás no Brasil estão fazendo com que cada vez mais empresas que atuam no setor de logística portuária se interessem por direcionar investimentos para atender à demanda. E empresas especializadas em outros setores já vislumbram entrar neste segmento, de olho nas cifras vultosas que a indústria petrolífera é capaz de gerar. Algumas empresas já começam a se beneficiar com todo esse clima de oportunidades. Uma delas é a Triunfo Logística.
No mês de junho, a empresa fechou contrato com a Petrobras para fornecer os serviços de logística para equipamentos subaquáticos para as bacias de Campos e Santos. Esses serviços somam-se aos já prestados pela empresa, que são de apoio offshore à estatal de petróleo. Segundo a Petrobras, o contrato tem validade de cinco anos, podendo ser renovado por mais cinco. O terminal da empresa tem extensão de 740 metros e tem capacidade de movimentar cerca de 100 mil cargas por mês e atracar cerca de 3.600 barcos de apoio por ano.
Com essa demanda, o diretor-geral da Triunfo revela que a empresa está investindo para tornar mais eficientes as atracações de navios, reduzindo o tempo de turnrounds. “Costumamos levar cerca de 17 horas por navio. Mas agora a Petrobras quer que façamos em 10, com objetivo de reduzir custos”, conta o executivo.
Também apostando nas demandas offshore, a Brasco, empresa de logística do Grupo Wilson Sons, demonstra otimismo em relação ao futuro das movimentações portuárias voltadas para o pré-sal. No início do mês de julho, a empresa concluiu a aquisição da Briclog, que agora passa a se chamar Brasco Caju.
“Com a aquisição da nova base, a Brasco reforça seu posicionamento estratégico dentro da Baía de Guanabara, tendo ativos com localização privilegiada para atendimento às atividades de exploração e produção das bacias de Campos, Santos e Espírito Santo”, comenta a diretora executiva da Brasco, Renata Pereira.
Segundo ela, a nova unidade fará a Brasco triplicar sua capacidade de atender embarcações, já que, após obras de modernização, a base do Caju terá seis berços, enquanto em Niterói são três áreas de atracação. Para apoiar as atividades, a Brasco vai iniciar as operações de uma retro-área para armazenagem de equipamentos. A área fica próxima à base, também no bairro do Caju.
A companhia pretende ampliar sua carteira de clientes. Antes da aquisição, a Briclog operava para apenas uma empresa, mas com as obras e o acréscimo de área de cais será possível aumentar o volume de negócios. Segundo a executiva, a Brasco Caju possui um quadro de 137 colaboradores diretos. Esse número deverá crescer gradualmente, de acordo com a adição de novos clientes. “O resultado destas iniciativas é muito positivo”, afirma a executiva.

MP dos Portos: buscando a modernização

A aprovação da MP dos Portos deu-se após longos e exaustivos meses de debates, discussões e, até mesmo, ameaças de não se conseguir a sua aprovação no Congresso. No entanto, apesar de muitas idas e vindas, a polêmica MP dos Portos passou pelo crivo de deputados e senadores, indo ao encontro dos anseios da presidente Dilma Rousseff e, sobretudo, de grande parte do empresariado.
Os investimentos vultosos previstos dão prova disso. Segundo a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), há mais de 100 requerimentos para obtenção de concessão de terminais de uso privado, cujos projetos totalizam cerca de R$ 11 bilhões. Desse total, grande parte destina-se a terminais de apoio offshore. Com a retomada dos leilões, as empresas vislumbram grandes oportunidades de negócio, tendo o pré-sal como peça de destaque neste tabuleiro.
“Evidente que, neste cenário, o mercado de petróleo e gás depende, umbilicalmente, de terminais privados”, afirma o presidente da Associação Brasileira dos Terminais Privados (ABTP), Willem Mantelli. Para ele, a aprovação no Congresso da polêmica MP dos Portos, que tem como objetivo declarado modernizar a cambaliante estrutura portuária brasileira, sobretudo com a participação da iniciativa privada por intermédio dos terminais de uso privado (TUP), trará mais celeridade e eficiência para o setor.
“Tendo em vista que os investimentos em terminais privados estavam quase que paralisados desde 2008, o governo federal, considerando a urgência e a relevância para o país retomar o crescimento e a modernização dos portos nacionais, os governantes acertaram em aprovar a Medida Provisória 595”, avalia.



CINCO MINUTOS com Dr. Aluizio – prefeito de Macaé
‘O arco e o porto são irmãos siameses’
Por Rosayne Macedo
Dr. Aluizio - Foto: Paulo Mosa Filho/Revista Macaé Offshore
O prefeito de Macaé, Aluizio dos Santos Júnior (PV), conhecido apenas como Dr. Aluízio (ele é médico neurocirurgião), diz que o Arco Viário não é “uma panaceia” para todos os problemas da cidade, mas não tem dúvidas: “o arco e o porto são irmãos siameses”. Segundo ele, é fundamental o apoio da indústria de petróleo ao projeto do Arco Viário para que Macaé possa receber as novas atividades portuárias. “Se não vislumbramos um futuro promissor para Macaé sem a presença de um novo porto, também não vejo futuro em um novo porto na cidade com a atual malha viária. É preciso que os benefícios existam para todos”, enfatiza.
Ele lembra que Macaé há 40 anos se dedica ao petróleo e, com a descoberta do pré-sal, não pode passar ao largo das novas e promissoras oportunidades. “Macaé tem condições para oferecer e tem toda uma logística para melhorar, mas tem o que ninguém tem, é diferente de uma cidade portuária”. Segundo o prefeito, o porto é importante não só para a cidade, mas para a indústria do petróleo.

“Se não se oferecer infraestrutura para essa indústria, o custo de produção fica elevadíssimo. Hoje, as empresas não têm condições de sair de Macaé. Se saírem daqui, vão para onde? Aliás, essa indústria do petróleo só está em Macaé porque o petróleo, querendo ou não, está aqui. Então, se a gente não conseguir viabilizar as obras necessárias, quem perde é o Brasil, não é só Macaé não”, adverte.

1 - Que articulação política-institucional está sendo feita para viabilizar o Arco Viário, considerado fundamental para o projeto do novo porto?
Queremos que a indústria do petróleo e a Petrobras reconheçam que esse projeto é fundamental para a cidade, mas também para as empresas porque reduzirá o seu custo; porque Macaé é o melhor lugar para ficarem; porque a cidade, de fato, depois de 40 anos, está madura para desenvolver esse projeto. Se isso não acontecer, perde todo mundo: perde a indústria, que não estará bem instalada aqui; perde o Brasil, que terá que aumentar o custo de produção.

2 - Então, o que precisa para viabilizar a obra é a chancela da indústria? E recursos?
Só o que precisa ter é parceria de credibilidade. A gente não precisa de um real. Recurso a gente busca com projeto. E o projeto a gente tem. Hoje esse é um projeto de R$ 5 bilhões. Mas eu vou atrás do recurso, no Ministério da Cidade, no PAC da Mobilidade etc. A gente só precisa que a indústria diga que discutiu esse projeto e que é fundamental para ela e, consequentemente, para a cidade. Se a indústria entender assim, vamos conseguir esse recurso da forma mais transparente possível. Agora, se não for esse, então qual é o projeto? Se a Petrobras falar que é um projeto exequível, necessário, ótimo, mas se falar que eu devo puxar uma pista mais para a direita ou à esquerda, não tem problema nenhum. O que importa é que algo tem que ser feito, por Macaé e pelo Brasil.

3 - Já houve a saída de alguma grande empresa de Macaé ou querendo deixar a cidade devido a problemas com infraestrutura e logística? Esse é um temor, um cuidado que a prefeitura tem?
Não que eu tenha conhecimento. Mas, como prefeito, queremos criar o melhor ambiente para sua casa, para sua família. Nossa preocupação é fazer com que Macaé possa oferecer o melhor ambiente de petróleo do Brasil. Macaé já sofreu muito; se preparou a vida inteira, involuntariamente, para ser a melhor cidade de petróleo do Brasil, e não pode deixar de ser agora. O momento de Macaé é esse, o momento do Brasil é agora. Macaé não pode ser deixada de lado.

4 - E como fica a briga com outras cidades – São João da Barra, com o Açu, e Maricá, que também tem projeto de construção de um porto?
Macaé não está querendo ser, Macaé é a capital nacional do petróleo. Macaé não tem um projeto futuro, mas um projeto que só quer agregar valor ao que já existe. As empresas estão aqui, não vão sair daqui. O Parque de Tubos está aqui, a Petrobras também tem outras áreas, onde pode investir. Macaé é o epicentro da indústria do petróleo e se transforma num grande condomínio, visando atender bem a essa indústria. Então, eu não me preocupo com Açu, nem com o projeto de Maricá. É nossa expectativa agregar valor, agregar infraestrutura.

5 - Sem o arco não sai o porto? E no projeto do porto, qual é a contrapartida da prefeitura?
Justamente. O porto e o arco são irmãos siameses. Uma vez não existindo (o arco), para quê (o porto)? A prefeitura cede a área e toda a construção do porto e infraestrutura é da Queiroz Galvão. Essa contrapartida representa outra área correspondente, do mesmo tamanho, mas não é só isso. O ganho que Macaé terá com o porto suplanta qualquer outra expectativa. O ganho de Macaé com o porto é a independência; é a viabilidade econômica para um período de 20, 30, 40, 50 anos. Com esse porto, seremos uma cidade completa. Vamos fazer de Macaé a melhor cidade de petróleo do Brasil e do mundo.

Revista Macaé Offshore

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Agência da Capitania dos Portos é reativada

A Agência da Capitania dos Portos de São João da Barra foi reativada no fim de 2012. A razão principal é a construção do Superporto do Açu, que prevê início das operações para ainda este ano de 2013.


Hoje o Capitão-Tenente Luiz Carlos é o atual comandante da agência. Ele já conta com mais de 20 ajudantes.

O território entre o Rio Paraíba, o Cabo de São Tomé e 12 milhas náuticas mar adentro são agora supervisionadas e protegidas pela Agência de São João da Barra.